"Extraordinário" é um filme inclusivo e muito emocionante

07 DEZ 2017
07 de Dezembro de 2017

"Extraordinário" é o filme perfeito para quem gosta de histórias inteligentes e emocionantes. Recheado de talentos, narrativa envolvente e uma mensagem importante, o longa dirigido por Stephen Chbosky estreia nos cinemas nesta quinta-feira trazendo novamente o pequeno Jacob Tremblay arrasando em cada segundo de projeção. Se em "O Quarto de Jack", ele era a força espiritual que sua mãe precisava para sobreviver, em Extraordinário, Auggie Pullman (Tremblay) recebe da sua família o suporte que precisa para enfrentar, pela primeira vez, uma escola com outras crianças. Porém, esta nova etapa está longe de ser uma experiência fácil.

Auggie nasceu com uma deformação facial e já passou por mais de 20 cirurgias, o que lhe custou não apenas uma infância normal, mas também a necessidade de ter que lidar com o preconceito desde cedo na vida. Se do lado de fora, o mundo parece lhe rejeitar com olhares assustados, dentro de casa, o mundo de Auggie é completamente aconchegante, onde consegue ser uma criança comum. Para isso, toda família gira ao seu redor. Desde da mãe Isabel (Julia Roberts) que abriu mão da carreira acadêmica até sua irmã, Via (Izabela Vidovic), que prioriza os sentimentos do pequeno ao invés dos seus. Mas isso está longe de ser um problema para família Pullman que encontrou em Auggie a força da união e, principalmente, da honestidade para se manterem fortes perante das dificuldades que enfrentam. 

Cicatrizes amadurecem o personagem 

O filme tem aquele toque sensível, com narrações que exploram os pensamentos dos personagens, com situações que nos explicam a rotina da família e claro, aqueles momentos bullying em que você se sente um impotente por não poder fazer nada a respeito ou simplesmente ficar irritado com alguns desaforos inacreditáveis. E acredite, eles são mais comuns do que imaginamos. A principal missão de "Extraordinário" é tanto trazer questões em debate quanto nos relatar como é estar na pele de pessoas como Auggie. A deformação facial do protagonista é o principal leque que nos comove tanto, pois retrata o quanto ser diferente traz o julgamento instantâneo da sociedade. E, infelizmente, nem Auggie nem a medicina podem consertar isso. Mas é muito mais fácil espalhar boatos do que simplesmente abraçar o desconhecido, não é mesmo?


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