Viamonenses vencem Paraolimpíada Escolar Brasileira

07 DEZ 2017
07 de Dezembro de 2017
A superação e o desejo de vencer são fundamentais na prática de qualquer modalidade esportiva, do xadrez a luta. São estas algumas das sensações que permitem que o atleta supere sua capacidade, extrapole seu condicionamento físico e que vença seus objetivos dentro da quadra, campo, ringue, tatame, pista ou piscina. Quando falamos de paratletas, o desejo de vencer no esporte se mistura com a necessidade de vencer na vida também e é impossível falar destes esportistas sem conhecer suas histórias de vida.

Emily Cannez tem 14 anos e estuda na escola Castelo Branco, no Fiúza. A menina tem uma doença congnitiva que afeta sua capacidade cerebral e entrou na natação quando ficou sabendo do projeto Chuá através das aulas de reforço escolar. Depois de dois anos no projeto Emily coleciona mais de quinze pódios em sua carreira de nadadora paraolímpica e o sonho de seguir na profissão.

- Sou imensamente grata pelo projeto por ter me apresentado o esporte. A natação hoje é a minha vida! – conta sorridente a menina que conquistou medalha de prata no 50m/costas e bronze nos 50m/livre na Paraolimpíada Escolar.

 

“Quero estar em Tóquio em 2020”

Era um dia comum na vida de Dérick e sua mãe Cláudia: os dois atravessavam a rua depois de uma visita a avó quando um carro perdeu o controle e pegou o menino em cheio. Dérick precisou ficar internado por oito meses no hospital para se recuperar do acidente e combater uma trombose que atacou suas pernas. Para evitar que a infecção se espalhasse pelo corpo os médicos precisaram amputar grande parte da perna direita e mais um pedaço do pé esquerdo. A recuperação foi dolorosa e demorada, mas tudo ficou mais fácil quando, depois de dois anos do acidente, Dérick descobriu através de uma parente o projeto Chuá e começou a fazer as aulas três vezes por semana.

Hoje com treze anos, o viamonense se divide entre as aulas no 7º ano do colégio Alberto Pasqualini, na Santa Isabel, com os treinos de natação. Quando perguntamos como é o relacionamento do Dérick com os outros colegas e se eles sabem que o menino é um atleta a mãe foi enfática em dizer:

- Claro! Os alunos e professores acompanham o Dérick pelas redes sociais e todos vibram muito com cada conquista. No Facebook o Dérick tem muitos amigos de vários lugares e isso é muito bom pra ele – conta Cláudia.

Quando não há competições, Derick treina no Clube dos Casados e quando os torneios se aproximam o garoto se desloca até as piscinas oficiais em Porto Alegre, para os treinos mais pesados e de familiaridade com a piscina de tamanho oficial.


Fonte: Diário de Viamão

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