Apesar do anúncio de suspensão de atividades presenciais em diversas empresasórgãos públicos e instituições de ensino devido ao coronavírus, a terça-feira (17) começou com efeitos pouco visíveis no transporte coletivo de Viamão. 

— Do que adianta suspender as aulas e ficar empilhando gente nos ônibus? — questionou o condutor de uma linha de ônibus em Viamão que pediu para não ser identificado.

Em Porto Alegre na linha 178-Praia de Belas deixou a estação com quase todos os assentos ocupados. Casado e pai de duas filhas, o motorista Alessandro Silva, 48 anos, teme levar o vírus para dentro de casa. 

— Quando lota muito, não consigo manter distância, fica todo mundo encostado. Mas tem que trabalhar, não importa se tem 10 ou cem passageiros.

Ao lado do Mercado Público, a situação se repetia: passageiros em fila à espera dos coletivos, tanto nas paradas da calçada quanto no terminal Parobé. Ao descer do D72, às 7h30min, o administrador Dirceu Manfro, 37 anos, não demonstrou preocupação com o excesso de pessoas confinadas no veículo. Funcionário do Hospital Presidente Vargas, relatou uma mudança positiva para quem corre contra o tempo a caminho do trabalho. 

— Tem menos carros nas ruas, (o trânsito) flui melhor. Foi bem rápido — afirmou.

Já no terminal Triângulo, na Avenida Assis Brasil, na Zona Norte, veículos cheios antes mesmo de arrancar da parada, no começo da manhã.

— Na empresa em que eu trabalho tem álcool gel. Mas aqui não. Não tenho como não me segurar nas barras, o T4 está sempre lotado. Só com fé — comentou Peterson da Silva, 27 anos.

Fonte: GauchaZH