Roda de conversa com chimarrão de mão em mão, pais e filhos caminhando tranquilamente ou brincando no gramado e grupos de amigos reunidos nas escadarias compuseram o cenário da tarde de domingo de Páscoa na orla do Guaíba, próximo ao Gasômetro, em Porto Alegre. Mesmo com a orientação da prefeitura sobre a importância da população manter o  distanciamento social, não foi o que se viu num pontos de encontro mais disputados da Capital antes do anúncio de pandemia de coronavírus.

Havia espaço entre os grupos, mas foi a única etiqueta cumprida por quem optou por não ficar em casa. As outras orientações repassadas pelo próprio Ministério da Saúde, como não compartilhar chimarrão, foram deixadas de lado. Entre as 17h e as 18h, quando a reportagem percorreu o local, apenas um casal não dividia a cuia: cada um levou a sua.

Na água, lanchas, jet-skys e barcos disputavam a atenção de quem estava na Orla. Esportistas e idosos não foram o principal público. O local estava tomado de jovens e famílias inteiras, com crianças de colo. Quase não se viu pessoas usando máscara facial, um dos principais itens recomendados pelos agentes de saúde. Quem tinha usava de forma errada: pendurada ao queixo para fumar ou sorver o mate.

A situação no Gasômetro não foi diferente do que já havia ocorrido no período da manhã, nos parques da Capital. O Parque Moinhos do Vento, o Parcão, foi o ponto com maior movimento de pedestres na cidade. No entorno, corredores disputavam a calçada com duplas e trios que preferiam caminhar. Em alguns pontos, quase não havia espaço entre eles. A distância segura de dois metros, recomendada pelo Ministério da Saúde, simplesmente, não foi cumprida pelos amantes do sol. As cadeiras de praia, ao contrário das máscaras, foram vistas na área verde, onde as famílias aproveitaram o clima outonal.

Já na Redenção, a movimentação foi menos expressiva. Ao contrário dos outros pontos, foi onde se viu mais idosos praticando exercícios. Mais uma vez, as famílias ocuparam a área com cadeiras de praia, bolas e brinquedos. Com menos aglomerações que o Parcão, foi mais fácil para quem circulou pela Redenção manter uma distância segura de outras pessoas. Uma minoria lançou mão da máscara para sair às ruas protegida.

Outro lugar que costuma lotar nos fins de semana, o Parque Marinha do Brasil não registrou aglomerações no período da manhã. Apesar disso, o que chamou atenção foram os grupos sentados na grama, sem qualquer distanciamento, e a presença de crianças nos brinquedos das praças.

Fonte: GauchaZH