Ainda há muitas incertezas sobre a realização das Olimpíadas de Tóquio, adiadas de 2020 para 2021 por causa da pandemia do coronavírus. A governadora da cidade-sede dos Jogos Olímpicos, Yuriko Koike, acredita que vai ser preciso um acordo internacional de viagem para o Japão receber com segurança atletas e torcedores de todo mundo. Ela também crê que um período de quarentena pode ser necessário.

– Uma pré-condição básica para as Olimpíadas é que todas as pessoas do mundo possam vir a Tóquio – disse Koike, em entrevista ao “Financial Times”.

As Olimpíadas estão agendadas para serem realizadas entre 23 de julho e 8 de agosto de 2021. No entanto, não se sabe como a pandemia do coronavírus vai evoluir e se vai estar controlada no ano que vem. Atualmente, estrangeiros de 111 países estão proibidos de entrar no Japão por causa do coronavírus.

O vírus atingiu mais de 7,1 milhões de pessoas em todo mundo, provocando mais de 406,5 mil mortes. O Japão registrou pouco mais de 17 mil casos e 916 óbitos.

Olimpíadas ainda estão ameaçadas pela pandemia do coronavírus — Foto: Tomohiro Ohsumi/Getty Images

Olimpíadas ainda estão ameaçadas pela pandemia do coronavírus — Foto: Tomohiro Ohsumi/Getty Images

Na semana passada, Toshiaki Endo, um dos vice-presidentes do Comitê Organizador dos Jogos de Tóquio, previu março como mês crucial para definir se as Olimpíadas vão ser viáveis. O belga Pierre-Oliver Backers, membro do Comitê Olímpico Internacional, reforçou essa previsão sobre a decisão final dos Jogos, apesar de John Coates, vice-presidente do COI, ter afirmado que essa decisão deve ser tomada bem antes, já em outubro.

Presidente do COI, o alemão Thomas Bach já admitiu que não há plano B para as Olimpíadas. Se a pandemia do coronavírus não permitir a realização do evento entre 23 de julho e 8 de agosto, os Jogos serão cancelados. Bach, porém, evitou condicionar a realização das Olimpíadas à descoberta de uma vacina para o vírus.

O COI paga pelo seguro no caso de um cancelamento de uma edição dos Jogos. Mas ainda não está claro se o mesmo plano com as seguradoras cobre o adiamento de uma Olimpíada por causa de uma pandemia. O COI disse no mês passado que reservou US $ 650 milhões (atualmente R$ 3,4 bi) para cobrir seus próprios custos extras potenciais para o adiamento.

Fonte: GloboEsporte